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Controle do tabaco evitaria mais 110 mil casos de câncer


O controle do tabagismo poderia evitar cerca de 112 mil novos casos de câncer no Brasil em 2010, segundo estimativa divulgada nesta terça-feira pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca).
De acordo com o Inca, ao não fumar, a pessoa pode evitar desenvolver o câncer de pulmão, de boca e de esôfago, além de tumores em qualquer parte do corpo, já que as substâncias cancerígenas do cigarro percorrem a corrente sanguínea.
As estimativas para incidência de câncer no Brasil em 2010, divulgadas pelo Inca, também mostram que 131 mil novos casos da doença poderiam ser evitados caso as pessoas adotassem hábitos alimentares saudáveis. "Muitas pessoas já sabem, por exemplo, que o tabagismo é causa de câncer. Se nós obtivermos sucesso na redução da incidência do tabagismo na população, certamente teremos oportunidade de reduzir grande parte desses tumores.
Mas, além disso, hábitos saudáveis de vida, alimentação saudável, atividade física, luta contra a obesidade. Tudo isso tem uma importância muito grande na prevenção do câncer", afirmou o diretor-geral do Inca, Luiz Antonio Santini. O Inca também destaca outras formas de prevenção do câncer, como a realização periódica de exames preventivos de mama e de colo de útero entre as mulheres, e o de próstata entre os homens.
Quase meio milhão de novos casos
O Inca também divulgou hoje que cerca de 490 mil novos casos de câncer deverão ser registrados no País em 2010. O levantamento apontou ainda que 52% desses casos serão de mulheres (253 mil), enquanto os homens responderão por 48% (236 mil).

Hong Kong detecta mutação grave do vírus AH1N1


As autoridades sanitárias de Hong Kong anunciaram o achado de uma mutação grave do vírus AH1N1 idêntica à achada a semana passada na Noruega, informou nesta terça-feira a agência oficial Xinhua.
A mutação foi descoberta em uma criança de um ano que foi internado com sintomas da gripe no Hospital Prince of Wales dia 25 de julho e recebeu alta três dias depois, assinalaram as fontes sanitárias.
Os tratamentos com os fármacos frequentes (Tamiflu e Relenza) seguem respondendo positivamente à nova mutação, que também foi achada em casos do Brasil, Japão, México, Ucrânia e Estados Unidos, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Por outro lado, se informou do começo das vacinações contra a gripe na região administrativa de Macau, onde foram enviadas 100 mil doses da fórmula empregada na China.
Pessoal médico, crianças e idosos serão os primeiros a receberem a vacina por formarem os grupos de risco, assinalou o Departamento de Saúde da ex-colônia portuguesa.

Brasil conclui estudo sobre o tumor cerebral mais agressivo


Está concluído o primeiro estudo sobre os fatores socioeconômicos que interferem nos resultados do tratamento do tumor cerebral mais agressivo, o Glioblastoma Multiforme. O resultado desta pesquisa, a primeira realizada na história da neurocirurgia do país, servirá para alavancar recursos que possam contribuir para a melhora da sobrevida dos pacientes operados na rede pública.
"Constatamos, por exemplo, que um grupo de 40% dos pacientes atendidos pelo SUS não completou o tratamento com a radioterapia, fato que pode ser explicado pela distância entre o domicílio do paciente e o local do tratamento. De um total de 58 pacientes de baixa renda submetidos à neurocirurgia apenas 60% concluíram o tratamento com a radioterapia. Na rede particular o número de pacientes que levou o tratamento a termo saltou para 84%. Concluímos que no grupo de pacientes de baixa escolaridade e de baixa renda familiar os fatores de prognósticos foram estatisticamente piores", informa o Chefe do Setor de Neurocirurgia do HSE, José Carlos Lynch.
Segundo Carlos Lynch, os resultados encontrados poderão auxiliar na melhora significativa da sobrevida dos pacientes operados na rede pública, e na reversão da demora de obtenção do diagnóstico do Glioblastoma, bem como da espera para o tratamento adequado. Ele informa, ainda, que na rede pública os pacientes demoram cerca seis meses entre o tempo de sentir os primeiros sintomas, procurar ajuda e obter o tratamento, enquanto na rede privada esse tempo cai para apenas três meses.
"Há um momento adequando para o melhor resultado do tratamento e prognóstico da doença. Os pacientes que demoram mais tempo para obter assistência médica estão menos informados. O que desejamos e mobilizar recursos para iniciar a reversão deste quadro. É preciso que os hospitais públicos possam disponibilizar o acompanhamento de pacientes que residam em locais distantes, bem como criar campanha de esclarecimento sobre os sintomas do Glioblastoma, como forma de antecipar o diagnóstico", ressalta o neurocirurgião José Carlos Lynch.
A equipe de médicos que participou da pesquisa é composta por especialistas do Hospital dos Servidores do Estado (HSE): Jose Carlos Lynch, Leonardo Welling, Claudia Escosteguy, Ricardo Andrade, Celestino Pereira, e Alessandra G L Pereira. O estudo brasileiro comparou a sobrevida de 58 (cinqüenta e oito) pacientes com Glioblastoma Multiforme operados do HSE (hospital da rede pública para o atendimento do SUS) com a sobrevida dos 21 (vinte e um) pacientes operados nos hospitais privados.

Cirurgia de câncer de mama causa dor persistente, diz estudo


Pacientes de câncer de mama normalmente sentem uma dor que persiste depois da cirurgia e um novo estudo dinamarquês descobriu que o problema afeta uma grande proporção das mulheres. Quase metade das pacientes relatou dor crônica nos dois a três anos seguintes ao tratamento e mais da metade reclamou de desconforto.
As pacientes com maior tendência a esses efeitos foram aquelas com menos de 40 anos, aquelas que passaram por tratamento com radiação e aquelas em que a cirurgia removeu todos os gânglios linfáticos da axila, ao invés de um procedimento menos invasivo, chamado biópsia do gânglio sentinela, que pode ser usado para determinar se o câncer de espalhou.
O estudo, na edição de 11 de novembro do periódico The Journal of the American Medical Association, é um dos maiores a avaliar a dor persistente de pacientes de câncer de mama.
Os pesquisadores analisaram questionários preenchidos no ano passado por 3.253 mulheres que foram pacientes de câncer de mama tratadas em 2005 e 2006. As mulheres foram identificadas por meio dos bancos de dados nacionais na Dinamarca, onde os tratamentos são padronizados.
Das pacientes, 45%, ou 1.543, relataram dor em uma ou mais áreas, normalmente a axila, o seio e a lateral; 20% desse grupo disse ter consultado recentemente um médico sobre sua dor. "Distúrbios sensoriais", como ardência e entorpecimento, foram relatados por 48% das mulheres, ou 1.882.

Grupos de médicos aprovam drogas para disfunção erétil

 Novas diretrizes do American College of Physicians recomendam fortemente o uso de medicamentos como Cialis, Levitra e Viagra para disfunção erétil, contanto que os pacientes não tenham nenhum fator de risco para as drogas.
Os medicamentos, conhecidos como inibidores da PDE5, são altamente eficazes e geralmente causam apenas efeitos colaterais leves, segundo uma revisão das evidências de 130 estudos clínicos controlados e randomizados.
As drogas não podem ser usadas por pacientes que tomam medicações de nitrato ou têm doenças cardíacas instáveis. Em outros casos, no entanto, os efeitos colaterais geralmente se limitam à diarreia, dores de cabeça e náusea; distúrbios visuais, que são raramente graves; e raros casos de ereções dolorosas e excessivamente longas, disse o doutor Amir Qaseem, médico-associado sênior do American College of Physicians e autor principal das novas diretrizes, que serão publicadas no início desta semana na edição online do Annals of Internal Medicine.
Qaseem disse que a disfunção erétil afeta "todas as faixas etárias, incluindo homens mais jovens com diabetes e depressão, bem como homens mais velhos com doenças crônicas." Ele acrescentou que os homens sofrendo com o problema por três meses ou mais devem falar com seus médicos.
"Os pacientes precisam saber que a disfunção erétil é um distúrbio comum", Qaseem disse, acrescentando, "os médicos também precisam estar conscientes disso."

Robô simular sintomas da gripe suína

Um robô projetado para ajudar médicos a diagnosticarem a gripe suína em pacientes foi apresentado nesta quinta-feira, durante uma demonstração, no evento Security & Safety Trade Expo, em Tóquio, no Japão.
A máquina foi desenvolvida pela empresa americana Medical Education Technologies, Inc. (METI), fornecedora líder mundial de simuladores de paciente humano, para auxiliar médicos no tratamento de pacientes e na identificação dos sintomas da doença. Para isso, o boneco é capaz de suar, gemer, reclamar e convulsionar, assim como os humanos infectados pelo vírus H1N1.
Caso o robô não seja tratado adequadamente, os sintomas pioram gradualmente até ele parar de respirar.
Assim como um humano, o robô  pode parar de respirar se não for tratado de forma adequada
Assim como um humano, o robô pode parar
de respirar se não for tratado de forma 
adequada


Terapia genética pode ajudar no tratamento do Mal de Parkinson


A terapia tem o objetivo de corrigir déficits motores causados pelo Mal de Parkinson  Foto: Nature
A terapia tem o objetivo de corrigir déficits motores causados pelo Mal de Parkinson
22 de outubro de 2009Foto: Nature

Uma potencial terapia genética para o tratamento do Mal de Parkinson é capaz de corrigir déficits motores em macacos sem que isso cause os movimentos espasmódicos e involuntários que muitas vezes acompanham os tratamentos em longo prazo para a doença.

A abordagem está passando por um teste preliminar com um pequeno grupo de pacientes humanos, e todos eles demonstraram sinais promissores de melhora.
No momento, o remédio mais comum para o Mal de Parkinson envolve a substituição de dopamina - o neurotransmissor cuja presença se reduz nos pacientes portadores da doença, por meio de doses medicinais de levodopa, ou L-DOPA, um precursor da dopamina.
A maior parte dos pacientes inicialmente reconquista controle motor próximo ao normal, mas depois de diversos anos de tratamento com L-DOPA, a maioria passa a sofrer efeitos colaterais físicos e psicológicos muito desgastantes.
Para corrigir essa situação, Stephane Palfi, neurocirurgião do Instituto de Imagens Biomédicas, parte da Comissão de Energia Atômica Francesa, em Orsey, e colegas que incluem pesquisadores da Oxford Biomedica, sediada em Oxford, Reino Unido, decidiram recorrer a terapias genéticas.
Primeiro, eles administraram a um grupo de macacos uma neurotoxina muito poderosa que fazia com que os animais desenvolvessem tremores corpóreos, uma postura instável e severa rigidez nas juntas - sintomas de Mal de Parkinson em estágio avançado. Em seguida, os pesquisadores administraram aos macacos três genes essenciais para a sintetização de dopamina. Eles perceberam melhoras significativas em termos de comportamento motor depois de apenas duas semanas de tratamento, e sem quaisquer efeitos colaterais visíveis.
"Não percebemos quaisquer problemas, nos macacos com que estamos trabalhando", disse Palfi. Um dos animais chegou até a exibir recuperação sustentada mais de 3,5 anos mais tarde. Um aspecto notável do tratamento era que os macacos não exibiam os movimentos espasmódicos e descontrolados que ocorrem na maior parte dos pacientes humanos e símios que recebem tratamento oral prolongado com L-DOPA.
O sucesso obtido com os macacos abre caminho para futuros estudos envolvendo seres humanos, afirma Palfi, cujo trabalho foi reportado em estudo publicado hoje pela revista Science Translational Medicine.
"Trata-se da exata situação que enfrentamos em ambiente clínico", ele diz. A equipe de Palfi já testou duas doses diferentes de um vírus portadores dos três genes, em seis pacientes humanos, e agora está pesquisando sobre uma dose intermediária que se equipare à usada nos macacos, corrigida de acordo com as dimensões dos cérebros envolvidos. Assim que os pesquisadores tiverem identificado a dose ótima, planejam avançar com o tratamento experimental para um teste de fase II, diz Palfi.
Tudo ou nada
A técnica de Palfi não é a única terapia genética que está sendo proposta no momento para o Mal de Parkinson. Alguns pesquisadores estão criando genes que criam fatores de crescimento, o que pode impedir a morte dos neurônios produtores de dopamina. Outros estão introduzindo genes que inibem a atividade neural excessiva associada ao Mal de Parkinson, da mesma maneira que o faz um processo cirúrgico conhecido como estímulo cerebral profundo. E também há pesquisadores que se concentram em soluções de gene único - em lugar de combinações - para influenciar a síntese de dopamina.
Mas a equipe de Palfi foi a primeira a criar um vetor viral único que porte os três genes da dopamina para primatas. A abordagem tem por objetivo eliminar a necessidade de L-DOPA e os efeitos colaterais associados ao produto. Mas a técnica significaria que os clínicos já não poderiam conduzir uma sintonia fina dos níveis de dopamina no cérebro, para atender às necessidades do paciente, apontou Jamie Eberling, diretor associado de programas de pesquisa na Michael J. Fox Foundation for Parkinson¿s Research, em Nova York.
Como membro da equipe de pesquisadores do Laboratório Nacional Lawrence Berkeley, em Berkeley, Califórnia, Eberling esteve envolvido em um teste fase I de uma terapia genética que substituía um dos genes associados à dopamina, de maneira a reduzir a dosagem de L-DOPA e minimizar os efeitos colaterais.
Com a abordagem de gene único, "nós éramos capazes de controlar os níveis de dopamina, a despeito de não podemos controlar a expressão genética; já a abordagem de três genes não permite controlar qualquer dos dois fatores", diz Eberling. "Até agora, o que eles encontraram em termos de resultados parece bastante seguro, mas é uma potencial questão".
Michael Kaplitt, neurocirurgião do Weill Cornell Medical College, em Nova York, que ajudou a conduzir um teste de terapia genética para mitigar respostas neurais hiperativas, acautela que resultados com macacos são difíceis de extrapolar para seres humanos porque o produto químico usado para introduzir sintomas de Mal de Parkinson destrói os neurônios muito mais rápido do que a doença age em seres humanos.
Mesmo assim, diz, "quanto mais dados animais tivermos para apoiar um estudo humano, e quanto mais dados humanos obtivermos, mais seremos capazes de compreender qual vem sendo o obstáculo ao desenvolvimento bem sucedido de terapias genéticas para uso clínico".

OMS alerta para risco de homeopatia contra aids e malária

A Organização Mundial de Saúde (OMS) endossou uma carta enviada pela organização Voice of Young Science Network, condenando a promoção do uso de homeopatia para o tratamento de malária, tuberculose, aids, influenza e diarréia infantil em países em desenvolvimento, principalmente na África ao sul do Saara.

Segundo a rede, formada por jovens profissionais da medicina interessados em pesquisa e ligada a uma ONG que promove tratamentos de saúde que já tenham sido comprovados, a promoção da homeopatia nesses países põe em risco a vida dos pacientes.

Segundo a OMS, a homeopatia "não tem lugar" no tratamento dessas doenças. Os jovens médicos citam exemplos de clínicas homeopáticas promovendo o tratamento no Quênia, Tanzânia, Etiópia, Gana e Botsuana, mas a organização afirma não ter estatísticas precisas sobre a proporção de pacientes tratados, já que o setor não é regulamentado.

"Nós estamos pedindo à OMS que condene a promoção de homeopatia para tratar tuberculose, diarréia infantil, influenza, malária e HIV", diz a carta. "A homeopatia não protege as pessoas nem trata dessas doenças."

"Aqueles que trabalham com as pessoas mais pobres e do mundo e mais distantes de centros urbanos já enfrentaram dificuldades para oferecer a ajuda médica necessária."

"Quando a homeopatia é usada em vez de tratamento efetivo, vidas são perdidas", diz o documento. O médico Robert Hagan, pesquisador em ciência biomolecular da Universidade de St Andrews, na Escócia, e membro da rede, disse: "Precisamos que os governos do mundo reconheçam os perigos de promover a homeopatia para o tratamento de doenças mortais".

Segundo ele, os médicos esperam que, ao divulgar a recomendação da OMS sobre o uso da homeopatia nesses casos, eles reforçarão a posição daqueles que se mostram contrários à prática.

Sem provas
Mario Ravigkione, diretor do departamento Stop TB (Pare a tuberculose), da OMS, afirmou: "Nossas orientações para administração e tratamento baseadas em testes, além dos padrões internacionais para o tratamento de tuberculose, não recomendam o uso da homeopatia".

Os jovens pesquisadores também reclamaram do uso de homeopatia para o tratamento de diarréia em crianças. Um porta-voz do departamento de saúde da criança e adolescente da OMS disse que "até agora não encontramos nenhuma prova de que a homeopatia traria qualquer benefício".

"A homeopatia não se concentra no tratamento e na prevenção de desidratação, em total contradição com a base científica e nossas recomendações para o tratamento de diarréia."

Segundo o médico Nick Beeching, um especialista em doenças infecciosas do Royal Liverpool University Hospital, doenças como malária e tuberculose têm alta taxa de mortalidade, mas normalmente podem ser curadas ou controladas com tratamentos alopáticos.

"Não há provas objetivas de que a homeopatia tem qualquer efeito sobre essas infecções, e acredito ser irresponsável que um agente de saúde promova o uso da homeopatia no lugar de tratamentos já comprovados para doenças com potencial risco de vida", disse Beeching.

OMS adverte que pior da pandemia ainda pode chegar

A diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Chan, advertiu nesta sexta-feira que o pior da pandemia da nova gripe pode estar por chegar, e disse que a comunidade internacional deve estar preparada para enfrentá-lo.

"Não podemos dizer se o pior passou ou se o pior ainda está por chegar", disse Chan, em mensagem de vídeo divulgada hoje em um simpósio sobre a nova gripe realizado em Pequim.

"Devemos nos preparar para uma segunda, ou inclusive uma terceira, onda do vírus, como ocorreu em pandemias passadas", advertiu a responsável da OMS.

Segundo a OMS, cerca de 1,8 mil pessoas morreram no mundo desde a explosão da doença, em abril, e, embora Chan tenha ressaltado hoje que "o quadro clínico (dos casos) é majoritariamente tranquilizador (por serem leves)", existem grupos de risco nos quais a doença é mais grave.

"Devemos tratar o assunto da vacina pandêmica, e devemos recolher informação sobre quais são os grupos prioritários que devem ser protegidos", disse Chan.

A responsável da OMS afirmou que "esta é uma das decisões mais difíceis que os Governos terão que adotar, especialmente sabendo que o fornecimento será extremamente limitado durante alguns meses".

Entre os grupos de maior risco, citou as mulheres grávidas, que "enfrentam um risco maior de complicações, sem dúvida nenhuma". Também disse que "um quadro clínico mais severo é observado em pessoas com doenças como asma e outros males respiratórios, assim como doenças cardiovasculares, diabetes, desordens auto-imunes e obesidade".

Mas acrescentou que, "basicamente, qualquer pessoa é suscetível de ser infectada". E advertiu que, "mesmo que o vírus não sofra mutação", pode torna-se mais grave se "a epidemiologia mudar para um grupo de idade mais elevado, onde as complicações são mais frequentes", disse, após lembrar que, até agora, a nova gripe afeta mais grupos jovens.

Mortes por nova gripe chegam a 368, diz Ministério da Saúde

Do total de óbitos, 50% tinham algum fator de risco.
Países do hemisfério sul são mais afetados por causa do inverno.

O Ministério da Saúde informou nesta terça-feira (18) que o Brasil tem 368 mortes pela Influenza A. Os números se referem a casos registrados até o dia 15 de agosto. De acordo com o ministério, do total de pessoas que morreram, 185 tinham algum fator de risco, incluindo a gestação, o que representa 50,3%. Além disso, dentre os mortos, 46 eram mulheres grávidas(12,5%).

Os principais fatores de risco para o agravamento da doença, de acordo com o boletim, são problemas metabólicas e respiratórios, cardiopatias crônicas, hipertensão arterial e imunodepressão, além de gestação.

Segundo o ministério, de 25 de abril a 15 de agosto, foram registrados 20, 82 mil casos graves ocasionados por gripe, a maior parte (58%) em mulheres. Entre esses, 83% se desenvolveram a partir do novo vírus. Dentre os pacientes que sofreram complicações, 42,4% possuiam pelo menos um fator de risco.

O ministério informou também que a taxa de mortalidade dos casos graves confirmados para o novo vírus no Brasil é de 0,19 óbitos por 100 mil habitantes. Ainda de acordo com o boletim divulgado nesta terça, os países do hemisfério sul, que estão no inverno, continuam registrando aumento no número de casos de mortes pela nova gripe, ao contrário dos países que estão no verão. Em clima frio, a transmissão do vírus é mais acelerada.

Estudo aponta aumento do consumo de álcool entre adultos

O consumo desenfreado de bebidas em festas e eventos sociais é habitualmente visto como um problema dos campi universitários, mas muitos adultos mais velhos podem estar abusando do álcool também, segundo estudo publicado na segunda-feira nos Estados Unidos. Com base numa pesquisa do governo junto a quase 11 mil americanos com pelo menos 50 anos, os pesquisadores disseram que 23% dos homens e 9% das mulheres entre 50 e 64 anos admitem ter enchido a cara no mês anterior.

Entre os adultos com 65 anos ou mais, mais de 14% dos homens e 3% das mulheres admitiram ter tido esse comportamento - definido como tomar cinco ou mais doses de álcool em uma única ocasião. O abuso esporádico do álcool costuma ser visto como um problema juvenil. Um recente estudo do governo dos EUA apontou que, entre universitários de 18 a 24 anos, 25% admitiram uma bebedeira recente. Mas as novas descobertas, publicadas na revista American Journal of Psychiatry, mostram que adultos mais velhos também são suscetíveis, segundo a Reuters Health.

"Sentimos que nossas descobertas são importantes para a saúde pública das pessoas de meia idade e idosas, já que apontam para um problema potencialmente inadvertido, que frequentemente escapa à avaliação típica dos problemas de alcoolismo nas práticas psiquiátricas", disse em nota o pesquisador Dan Blazer, do Centro Médico da Universidade Duke, na Carolina do Norte.

Blazer e seu colega Li-Tzy Wu basearam suas conclusões numa pesquisa nacional feita em 2005 e 2006. Junto com a "bebedeira", a pesquisa avaliou também o chamado consumo alcoólico de risco, ou seja, os hábitos relativos à bebida que podem ter um efeito nocivos sobre a saúde. No estudo, esse comportamento foi definido como sendo o consumo de pelo menos duas doses por dia.

Entre as pessoas de 50 a 64 anos, 19% dos homens e 13% das mulheres eram bebedores de risco. Para as pessoas mais velhas, eram 13 e 8%, respectivamente. A alcoolização eventual acarreta inúmeros riscos, como acidentes, comportamento violento, danos neurológicos e hipertensão. Para Blazer e Wu, isso "claramente apresenta" maiores consequências com o avanço da idade, quando se desenvolvem problemas crônicos de saúde que podem ser agravados pela bebida.

Mas os pesquisadores notaram que a maioria das pessoas que se embebeda eventualmente não é dependente do álcool, o que pode fazer com que seu problema passe despercebido. A mensagem para os médicos, segundo Blazer, é que eles precisam fazer aos seus pacientes mais velhos perguntas específicas sobre o consumo esporádico do álcool em grandes quantidades.

Praticar exercícios em excesso pode viciar, diz estudo

A prática de exercícios físicos em excesso pode se tornar um vício, segundo uma pesquisa realizada por cientistas da Tufts University, em Washington, Estados Unidos. Os pesquisadores analisaram ratos que realizaram exercícios em excesso, correndo em rodas próprias para a prática.

Logo depois da corrida, os animais receberam uma dose da droga naloxona, que produz sintomas como tremores, movimentos involuntários nas pálpebras e bater de dentes em usuários de heroína. Ao receber a dose, os ratos apresentaram sintomas de síndrome de abstinência, assim como os viciados em heroína.

Segundo os cientistas, quanto mais exercícios os ratos fizeram, mais sérios foram os sintomas. "Exercícios, assim como certas drogas, levam à liberação de neurotransmissores como endorfinas e dopamina, que estão associados a sensações de prazer", disse o responsável pelo estudo, Robin Kanarek.

De acordo com os pesquisadores, os resultados podem ser aplicados em novos tratamentos para viciados em drogas. Isso porque a equipe concluiu que, se o excesso de exercícios vicia, talvez, para se sentirem melhor, viciados em drogas devessem ser tratados com exercícios moderados em vez remédios.

Anorexia
O estudo, publicado na edição de agosto da revista científica Behavioral Neuroscience, também ajuda a esclarecer os mecanismos por trás de uma condição conhecida como anorexia atlética. O doente diagnosticado com essa condição faz exercícios de forma compulsiva para emagrecer e a atividade se torna um vício tão poderoso como a dependência por drogas, levando à perda ainda maior de peso.

Os cientistas alertam, no entanto, que apesar dos perigos dos exercícios em excesso em alguns casos, os resultados da pesquisa não devem servir de desculpa para aqueles em busca de uma desculpa para não praticar exercícios. "Assim como na alimentação e em outros aspectos da vida, a moderação parece ser a chave. Exercícios, enquanto não interferem com o resto da sua vida, são importantes para a saúde física e mental", disse Kanarek.

Experimento
Durante várias semanas, 44 ratos machos e 40 ratos fêmeas, separados em dois grupos, foram monitorados pelos pesquisadores. Um grupo foi deixado à vontade para se exercitar, o outro foi deixado inativo. Algum tempo depois, todos os ratos receberam doses de naloxona, um remédio usado para tratar pacientes que tomaram overdoses de heroína e que produz sintomas imediatos de síndrome de abstinência.

Os ratos inativos e ativos responderam de forma bem diferente à droga, que foi administrada em doses proporcionais aos pesos dos animais. Os que haviam se exercitado apresentaram sintomas similares aos de ratos viciados em narcóticos. Já aqueles que permaneceram inativos apresentaram reações mínimas à droga.

A reação dos ratos ativos à naloxona indica que eles teriam sofrido as mesmas alterações nas regiões dos seus cérebros associadas ao prazer que ratos viciados em drogas. Segundo os pesquisadores, uma maior compreensão dos comportamentos que provocam a liberação das substâncias químicas associadas ao prazer (como as endorfinas e as dopaminas) no cérebro pode auxiliar na criação de tratamentos que incorporem a prática moderada de exercícios.

Especialistas frequentemente se baseiam em estudos com ratos para pesquisar e desenvolver tratamentos em humanos porque as duas espécies apresentam similaridades em seus sistemas nervosos.

Estrogênio pode ser usado no tratamento do câncer de mama

Baixas doses de estrogênio podem ajudar a tratar algumas formas de câncer de mama, de acordo com um estudo clínico publicado nesta terça-feira no Journal of the American Medical Association.

Os resultados podem levar a uma reversão parcial na forma como o câncer de mama metastático é atualmente tratado, com medicamentos para baixar os níveis de estrogênio.

"Quando os medicamentos que reduzem estrogênio deixam de controlar o câncer de mama metastático, o oposto talvez possa funcionar", revela uma equipe da Washington University School of Medicine, que realizou os testes.

Matthew Ellis, o oncologista que liderou a pesquisa, afirma que mais de 30% das mulheres que não responderam ao tratamento padrão reagiram bem a nova estratégia. "Aumentar os níveis de estrogênio beneficiou cerca de 30% das mulheres com câncer de mama metastático que não respondiam aos tratamentos anti-estrogênios", disse.

Os efeitos colaterais do aumento de estrogênio poderão incluir dores de cabeça, inchaço, sensibilidade mamária, retenção de líquidos, náuseas e vômitos, mas Ellis afirma que esses efeitos secundários foram limitados, em comparação com outros tratamentos.

"Nós descobrimos que o tratamento por estrogênio interrompeu a progressão da doença em muitas pacientes e foi bem mais tolerado do que a quimioterapia".

"Em geral, temos demonstrado claramente que a dose baixa foi melhor tolerada do que a dose mais elevada e com a mesma eficácia no controle da doença metastática".

Instituto entrega hoje versão líquida para crianças do Tamiflu

O Instituto Vital Brazil, laboratório público do Rio de Janeiro, entrega nesta segunda-feira os primeiros 400 frascos da versão líquida para crianças do osetalmivir (Tamiflu), medicamento usado para combater a influenza A.

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A distribuição do primeiro lote será realizada pela Secretaria Estadual da Saúde. Segundo o diretor industrial do instituto, Jorge Coelho, a ideia é produzir 400 frascos por dia. A capacidade de produção é de até 14 mil frascos. Mas a demanda será determinada pela secretaria, de acordo com o diretor.

"O Vital Brazil produz à medida que eles vão pedindo, e a gente não sabe qual vai ser a necessidade. Esse produto tem uma validade muito pequena, de 21 dias, então tem que se fazer a produção de acordo com a distribuição. Se fizer muita coisa, de repente você perde o produto", afirmou Coelho.

Para produzir o remédio, o instituto está usando uma carga de pó de fosfato de osetalmivir enviada pelo Ministério da Saúde na semana passada. Segundo o laboratório, a nova versão do remédio foi criada por causa das dificuldades das crianças em ingerir as cápsulas do Tamiflu.

Com informações da Agência Brasil.

Gripe Suina (virus H1N1)

O que é: Influenza A subtipo H1N1 também conhecido como A(H1N1), é um subtipo de Influenzavirus A e a causa mais comum da influenza (gripe) em humanos. A letra H refere-se à proteínahemaglutinina e a letra N à proteína neuraminidase. Este subtipo deu origem, por mutação, a várias estirpes, incluindo a da gripe espanhola (atualmente extinta), estirpes moderadas degripe humana, estirpes endémicas de gripe suína e várias estirpes encontradas em aves















-Ultimas Noticias-
- A quarta morte em decorrência da "gripe suína" no Brasil (rebatizada de gripe A H1N1) foi registrada nesta terça-feira em São Paulo. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, a vítima é um homem de 28 anos.



Terapia com células-tronco pode curar cegueira

-08 de junho de 2009-


Pesquisadores da UNSW (Universidade de Nova Gales do Sul), em parceria com o Hospital Príncipe de Gales (ambos em Sidney, na Austrália) desenvolveram uma terapia ocular baseada em células-tronco que pode revolucionar o tratamento de problemas de visão causados por infecções, queimaduras ou quimioterapia.

O método, que é barato e minimamente invasivo, consiste na retirada de algumas células-tronco do olho do próprio paciente. Durante dez dias estas células são "cultivadas" sobre uma lente de contato dentro de uma solução, onde crescem e se multiplicam. Depois deste período o paciente se submete a um procedimento rápido no hospital, onde a lente é aplicada sobre o olho. Ao longo das semanas seguintes, as células-tronco da lente migrarão para a superfície do olho, de onde irão colonizar e reparar a córnea do paciente.

Em declaração ao jornal The Australian, o líder da equipe, Dr. Nick Di Girolamo, disse que três pacientes já foram tratados com o novo método. Dois deles, considerados legalmente cegos, agora conseguem ler as letras grandes em uma tabela de optotipos (as 'letrinhas de exame de vista'). O terceiro paciente, que já conseguia ler a primeira fileira de letras, agora tem visão considerada boa o suficiente para tirar uma carteira de motorista.

Vale lembrar que a nova técnica só é eficiente no tratamento de danos à córnea, parte anterior e transparente do olho, que normalmente só podem ser corrigidos mediante transplante de tecidos vindos de um doador morto. Danos ao nervo óptico, que impedem o envio de informações do olho para o cérebro, ainda não podem ser reparados.

Britânicos criam novo tratamento para câncer de mama

-01 de junho de 2009-


Uma equipe de pesquisadores britânicos apresentou um novo tratamento contra o câncer de mama hereditário que poderia devolver a esperança a um grupo que desenvolve, em muitos casos, os tipos dessa doença mais agressivos e com um maior índice de recaída.

O novo tratamento, batizado pela farmacêutica britânica Astrazeneca como Olaparib, atua inibindo a enzima "Parp", uma molécula utilizada pelas células cancerígenas para reparar o DNA após as sessões de quimioterapia e prosseguir, assim, sua expansão pelo organismo.

Ao impedir este processo de regeneração, o remédio consegue que as células cancerígenas se tornem mais sensíveis à quimioterapia, aumentando a efetividade do tratamento.

O remédio atua de forma específica sobre as mutações hereditárias nos genes BRCA1 e BRCA2 e destrói as células cancerígenas sem afetar as demais células saudáveis, com o que se elimina os efeitos secundários derivados dos tratamentos tradicionais.

Para chegar a essa conclusão, os especialistas do King''s College, de Londres, estudaram 54 mulheres com a doença em hospitais europeus, americanos e australianos, que foram divididas em dois grupos para receber uma dose mais ou menos alta de Olaparib.

Assim, foi comprovado que no grupo que recebeu uma dose maior, o tamanho do tumor foi reduzido em 40% dos pacientes. Em um dos casos, inclusive, o tumor chegou a desaparecer totalmente.

O novo medicamento também é capaz de fazer frente a um tipo de câncer que até agora foi especialmente difícil de tratar, o triplo negativo.

Embora esses pacientes respondam melhor à quimioterapia, não se beneficiam de tratamentos endócrinos nem de remédios antitumorais adequados a seu perfil genético, por isso que costumam sofrer recaídas adiantadas e ter poucas possibilidades de sobrevivência.

Segundo o diretor da unidade de pesquisa do câncer de mama do King''s College, Andrew Tutt, os resultados alcançados com o novo medicamentos são "muito promissores para as mulheres com câncer de mama hereditário", que representam 5% dos casos de tumores mamários do Reino Unido.

As mulheres com um forte histórico familiar de câncer de mama e que herdam um gene BRCA1 ou BRCA2 defeituoso têm 80% mais de probabilidades de sofrer da doença em algum momento.

Este e outros novos tratamentos contra o câncer estão sendo apresentados na reunião anual da Sociedade Americana de Oncologia realizado esses dias em Orlando (EUA).