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Cientistas encontram nova espécie de camaleão na Tanzânia

Os cientistas batizaram o novo animal de  Kynyongia magomberae , em homenagem à floresta de Magombera, onde foi encontrado Foto: Universidade de York /BBC Brasil
 Equipe de cientistas descobriu uma nova espécie de camaleão em uma floresta da Tanzânia ao ver um deles quase sendo engolido por uma cobra. Andrew Marshall, do Departamento de Meio-Ambiente da Universidade de York e chefe da equipe de pesquisadores em campo, disse que a cobra fugiu ao vê-lo, mas antes cuspiu o animal ainda vivo.
Comparando-o com outros dois camaleões semelhantes encontrados depois na mesma região, os cientistas constataram que se tratava de uma espécie até então desconhecida. A confirmação veio após análise genética dos animais.
Em um artigo publicado na revista especializadaAfrican Journal of Herpetology, eles batizaram o novo animal de Kynyongia magomberae, em homenagem à floresta de Magombera, onde foi encontrado.
Ameaçado
"As espécies de camaleão tendem a se concentrar em áreas pequenas e, infelizmente, o habitat do qual este novo animal depende - a floresta de Magombera - está ameaçado", afirmou Marshall. "Esperamos que esta descoberta estimule os esforços para dar mais proteção a esta região e a outras próximas."
Essa floresta da Tanzânia abriga ainda os macacos piliocolobus, que estão ameaçados de extinção. Por causa da tática de camuflagem do camaleão, muitas espécies passam despercebidas pelos cientistas. Ainda assim, cerca de duas novas espécies do réptil são descobertas a cada ano no mundo.
"É maravilhoso encontrar uma nova espécie desta maneira", disse Marshall ao jornal britânico The Daily Telegraph. "Eu trabalho na Tanzânia há 11 anos e identifiquei algumas novas espécies de árvores, mas encontrar um ser vertebrado é muito especial."

Conheça os 10 maiores mistérios da evolução humana

Estudo sobre o  Ardipithecus ramidus  ajuda a esclarecer o elo entre o homem e o chimpanzé Foto: Reuters
 vida humana predomina no planeta Terra, mas as razões que envolvem a evolução do homem ainda continuam um mistério. Os cientistas se perguntam até hoje sobre o que originou o primeiro passo para o progresso do ser humano, por que ele evoluiu e para qual sentido. Por que existe apenas uma única espécie humana e quais caminhos evolutivos a humanidade poderia ter tomado? De olho no futuro e no que pode acontecer daqui em diante, o site científico Live Scienceescolheu os 10 maiores mistérios dos humanos primitivos.
10 - De onde os seres humanos modernos vieram?
A pergunta mais debatida sobre a evolução humana possui a resposta mais provável. A hipótese mais aceita sustenta que o homem moderno evoluiu na África, há relativamente pouco tempo, e depois se espalhou pelo mundo, substituindo as populações de humanos arcaicos.
Uma hipótese multirregional diz que os humanos modernos estiveram em uma área ampla com os arcaicos, onde acasalaram com os vizinhos, resultando na evolução da raça mais atual. Apesar da primeira hipótese ser mais aceita, a multirregional também permanece forte.
9 - Quem foi o primeiro hominídeo?
Os cientistas estão descobrindo mais e mais hominídeos antigos o tempo todo - significado para os bípedes, incluindo os seres humanos, seus ancestrais diretos e parentes mais próximos. Em cada achado novo, os pesquisadores se esforçam para responder a questão mais fundamental na evolução humana: quais as adaptações provocadas no homem e em qual ordem aconteceram?
8 - Será que tivemos relações sexuais com neandertais?
Será que houve cruzamento? Será que nossa espécie possui alguma sobra de genes de nossos primos extintos? Os cientistas sugerem que talvez o homem de Neandertal não tenha morrido, e sim, absorvido pela humanidade moderna.
7 - Por que os humanos modernos se expandiram da África há 50 mil anos?
Cerca de 50 mil anos atrás, a humanidade atual surgiu na África e se espalhou rapidamente nos diversos cantos do mundo, colonizando todos os continentes - exceto a Antártida - e atingindo até mesmo as mais remotas ilhas do Pacífico. Um grupo de cientistas acredita que esta migração só ocorreu graças a uma mutação que evoluiu o cérebro do homem, trazendo o domínio da linguagem, a construção de ferramentas mais sofisticadas, a arte e as sociedades.
A visão mais popular sugere que o comportamento moderno existia muito antes disso e que a humanidade atingiu um limite em termos de tamanho populacional na África, o que gerou uma nova mudança.
6 - O que é o hobbit?
O hobbit - apelido dado aos esqueletos de um tipo de humanos anão encontrados na ilha indonésia de Flores, em 2003 - na verdade, seria uma espécie extinta de seres humanos, chamada Homo floresiensis?
Esses esqueletos seriam apenas alguns exemplos deformados do Homo sapiens? É uma espécie diferente do humano moderno, mas talvez não seja uma espécie extinta do homem? Como separá-la dos chimpanzés? Resolver esses mistérios poderia ajudar os cientistas a entender os caminhos radicais que a evolução humana teria tomado.
5 - Evolução humana em aceleração?
Evidências recentes sugerem que a humanidade não está apenas em evolução como também acelerando até 100 vezes acima dos níveis históricos depois da disseminação da agricultura. Alguns cientistas desafiam esta ideia com ímpeto, afirmando que continua sendo difícil saber se certos genes estão ou não em proeminência ao oferecer alguma vantagem de adaptação.
Ainda assim, se a evolução humana está realmente em aceleração, a pergunta é porquê? Dieta e doenças podem ser alguns dos fatores que pressionam essa mudança.
4 - Por que nossos parentes mais próximos estão extintos?
Há 24 mil anos, a espécie atual (Homo sapiens) não estava sozinha no mundo - os neandertais (Homo neanderthalensis) ainda estavam vivos. O hobbit encontrado na Indonésia também pode ter sido um gêneroHomo e, provavelmente, pode ter sobrevivido até recentes 12 mil anos atrás.
Por que eles morreram e o Homo sapiens sobreviveu? Infecções ou mudanças radicais em seus ambientes teriam sido as causas da extinção deles? Ou será que a espécie atual eliminou-os? Algumas evidências existem para ambas as perguntas, mas nenhuma conclusão teve um consenso mundial.
3 - O que aconteceu com nosso cabelo?
Os seres humanos são os que possuem menos pelos em comparação com os primos macacos. Por que a nudez evoluiu? Uma sugestão é que nossos antepassados tinham uma grande quantidade de pelos para manter a calma enquanto se aventuravam através das savanas africanas.
Outra é que essa perda ajudou os homens a se libertar de parasitas e outras doenças que podiam se espalhar. Uma ideia pouco convencional indica que a nudez humana se desenvolveu após os antepassados sofrerem uma adaptação para a vida na água, embora a maioria dos mamíferos aquáticos com tamanho aproximado ao do homem possua pelagem densa.
2 - Por que os seres humanos andam sobre duas pernas
Nossos ancestrais evoluíram para uma postura ereta e cérebros mais desenvolvidos. A questão é: Por que andar sobre duas pernas se os macacos utilizam os quatro membros? Os bípedes utilizam menos energia para se movimentarem sobre duas pernas.
Ter os braços livres também possibilitou que nossos antepassados transportassem mais alimentos. Estar na posição vertical pode ainda ter ajudado a controlar a temperatura, reduzindo a quantidade de pele diretamente exposta ao Sol.
1 - Por que nosso cérebro cresceu?
Não há dúvidas: os cérebros grandes dos seres humanos são uma vantagem extraordinária no mundo. Ainda assim, ele é um órgão incrivelmente caro, ocupando cerca de 2% da massa corporal e utilizando mais de um quinto da energia do corpo. O que motivou o desenvolvimento de um cérebro maior?
Uma possibilidade é que isso ajudou os ancestrais do homem a construírem ferramentas melhores. Outra é que os cérebros maiores ajudaram o ser humano a interagir melhor dentro do grupo. Talvez as mudanças radicais no ambiente também tenham exigido que os ancestrais pudessem encarar um mundo em mudança.

Anfíbios são os mais ameaçados de extinção, diz ONG


Entre as espécies em sério risco de desaparecer em breve está o sapo Asperginis Nectophrynoides Foto: AP
Entre as espécies em sério risco de desaparecer em breve está o sapo Asperginis Nectophrynoides
03 de novembro de 2009Foto: AP

Os anfíbios formam o grupo mais ameaçado de extinção, segundo um relatório de biodiversidade da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN, na sigla em inglês), divulgado nesta terça-feira. A ONG analisou 47,6 mil espécies que integram a Lista Vermelha da organização e afirmou que quase 18 mil correm sério risco de extinção - entre eles 21% de mamíferos, 30% de anfíbios, 12% dos pássaros, 28% dos répteis e 37% dos peixes.
Entre os anfíbios, das 6,2 mil espécies que integram a lista, cerca de 1,9 mil estariam em perigo de extinção. Destes, 39 já estariam extintos ou extintos no habitat natural e quase 500 estariam "seriamente ameaçados". "A prova científica de uma crise séria de extinção está se acumulando", disse Jane Smart, diretora da IUCN. Segundo ela, a análise recente mostra que a meta de biodiversidade para 2010 não será cumprida.
Lista
A Lista Vermelha é considerada a avaliação mais conceituada e séria sobre o estado das espécies que habitam o planeta. Além dos anfíbios, apontados neste ano como o grupo mais ameaçado, o documento sugere ainda que entre os mamíferos, a situação também é preocupante.
Do cerca de 5,5 mil mamíferos presentes na Lista, 79 estariam extintos ou extintos no habitat natural e 188 estariam "seriamente ameaçados". Entre os répteis, dos 1,6 animais listados, 22 já estão extintos e cerca de 460 estariam ameaçados. "Já chegou a hora dos governos começarem a agir com seriedade para salvar as espécies e garantir que isso estará no topo das prioridades porque estamos ficando sem tempo", disse Smart.
"Na nossa vida, nós mudamos de nos preocuparmos com um número relativamente pequeno de espécies seriamente ameaças para o colapso de ecossistemas inteiros", disse Jonathan Baillie, diretor dos programas de conservação da Zoological Society, de Londres. "Em que ponto a sociedade vai realmente responder a essa crise crescente?", disse.

Fotos - Novo pterossauro descoberto

A descoberta é a primeira prova clara de um tipo de evolução incomum e controvertido, já que preenche a brecha evolutiva que havia entre dois tipos de pterossauros: um com cauda longa e outro, seu descendente, com cauda mais curta










Fotos "Menor Dinossauro que ja existiu"

Nesta foto, o Haagarorum Fruitadens é visto ao lado do crânio de um Carnotaurus










Biocombustíveis também apresentam risco ambiental, diz estudo


Os biocombustíveis não estão contabilizados no Protocolo de Kyoto e outros textos legislativos sobre o clima, apesar de contribuirem para as emissões de gases de efeito estufa ao incentivar principalmente o desmatamento, afirma um estudo publicado nesta quinta-feira pela revistaScience.
Nenhum grande país leva em conta atualmente as emissões de dióxido de carbono (CO2) provenientes das mudanças do uso das terras de cultivo vinculado aos programas de produção de biocombustíveis destinados a reduzir o uso de energias fósseis, afirmam os pesquisadores.
O Protocolo de Kyoto, o sistema de mercado de direitos de emissões carbônicas da União Europeia e o projeto de lei sobre o clima adotado recentemente pela Câmara de Representantes dos Estados Unidos não contabilizam as emissões de CO2 provenientes da produção de biocombustíveis, qualquer que seja a origem da biomassa, segundo os pesquisadores.
Mas um modelo informático utilizado pelos cientistas integrando toda uma gama de variáveis mostra que "os diferentes modos de utilização de terras dentro dos programas intensivos para produzir biocombustíveis podem conduzir a importantes emissões CO2", segundo o principal autor do estudo, Jerry Melillo, do Marine Biological Laboratory, um organismo privado de pesquisa sem fins lucrativos.

Dez mil peixes morrem em rio de Xangai em 5 minutos


  Cerca de 10 mil peixes morreram em apenas cinco minutos em um dos rios de Xangai por causas desconhecidas, informou nesta segunda-feira o jornal oficial Shanghai Daily.
   Mais de 100 moradores do município de Sanlin, na zona econômica especial de Pudong, começaram a pegar os peixes que flutuavam ao longo de cerca de 1,5 mil m do rio para comê-los, mas desistiram,      alarmados com a grande quantidade de animais que emergiam à superfície.
   As primeiras investigações indicam que a causa da morte em massa foi devido à falta de oxigênio, mas os responsáveis ambientais da cidade ainda não sabem o que pode ter provocado o fenômeno, indicou o jornal oficial. Entre as possibilidades, está a baixa pressão ou o efeito de uma estação de bombeamento de água construída há pouco tempo na parte alta do rio.
   A China conta com alguns dos rios mais poluídos do planeta, como é o caso do Yang Tsé em sua desembocadura em Xangai e de seus afluentes na área.

Meio Ambiente normatiza classificação de cavernas

O Diário Oficial da União desta sexta-feira publicou os novos critérios de classificação das cavernas brasileiras. A instrução normativa do Ministério do Meio Ambiente detalha a legislação atual, definindo os itens que deverão ser considerados no processo de licenciamento ambiental.

O decreto restringe a proteção total às cavernas consideradas de relevância máxima, enquanto a legislação anterior abrangia todas as cavernas. Uma caverna será preservada totalmente, não podendo sofrer nenhum tipo de dano ambiental irreversível, se for enquadrada em qualquer um dos critérios listados no decreto.

É o caso das cavernas consideradas pela importância histórica ou cultural ou que abriguem espécies constantes da lista oficial de animais que correm risco de extinção. A norma estabelece três graus de relevância alta, média e baixa , que serão definidos de acordo com atributos ecológicos, biológicos, geológicos, hidrológicos, paleontológicos, cênicos, históricos e culturais, além de socioeconômicos, avaliados sob o enfoque regional e local.

As cavernas protegidas pela instrução normativa serão relacionadas num cadastro nacional.

As cavernas serão consideradas protegidas, mas poderão ser exploradas de modo a permitir estudos e pesquisas de ordem técnico e científica, e também atividades culturais, turísticas, recreativas e educativas, entre outras.

No caso de impacto ambiental irreversível em cavernas sujeitas à exploração, o empreendedor de adotar duas que tenham mesmo grau de relevância. Dessa forma, a medida deve assegurar, em caráter permanente, a preservação de duas cavernas para cada uma destinada a empreendimentos e envolve tanto as ações quanto o financiamento.

Estudo diz que pássaros inteligentes atraem mais fêmeas

Os cientistas estudaram os pássaros-cetim ( Ptilonorhynchus violaceus ) que vivem na floresta ao sul de Brisbane, na Austrália
Os cientistas estudaram os pássaros-cetim (Ptilonorhynchus violaceus) que vivem na floresta ao sul de Brisbane, na Austrália
19 de agosto de 2009
Getty Images

Pássaros-cetim que se mostram mais inteligentes atraem um número maior de parceiras, segundo um estudo da Universidade de Maryland publicado pela revista científica Animal Behaviour.

Os pesquisadores aplicaram uma série de testes cognitivos a machos da espécie para avaliar sua capacidade de resolução de problemas. Os pássaros que tiveram melhor desempenho também foram os que procriaram com mais fêmeas, em comparação com os pássaros menos inteligentes.

Este é o primeiro estudo a mostrar que os machos que se saem melhor na resolução de problemas também têm maior número de parceiras. Os cientistas estudaram os pássaros-cetim (Ptilonorhynchus violaceus) que vivem na floresta ao sul de Brisbane, na Austrália.

Os pássaros-cetim são conhecidos por seu complexo sistema de cortejar as fêmeas e a construção de elaborados ninhos, na forma de caramanchões. Os machos passam horas construindo o ninho, que decoram por dentro com objetos coloridos e até flores. As fêmeas visitam os ninhos antes de escolher os machos.

"Os pássaros-cetim são o tipo de pássaro que faz você pensar que a expressão ''cérebro de passarinho'' deveria ser usada como um elogio", disse Jason Keagy, que liderou o estudo. Os cientistas desconfiaram que, por conta do complexo sistema para cortejar as fêmeas, os pássaros mais inteligentes teriam vantagens.

Teste
Para descobrir o quão inteligente os pássaros eram, os cientistas desenvolveram uma série de testes envolvendo resolução de problemas. "Os pássaros-cetim machos não gostam de objetos vermelhos dentro de seus ninhos e imediatamente tentam removê-los", disse Keagy.

"Nós criamos situações em que os machos tinham que remover um obstáculo para remover os objetos vermelhos. O primeiro teste consistia em um pote transparente colocado sobre três objetos, e os machos tinham que encontrar um meio de derrubar o pote para retirar os objetos ofensivos."

"Os melhores em resolução de problemas conseguiram remover o pote mais rapidamente", disse ele. A equipe de cientistas ainda desenvolveu um segundo teste em que os pesquisadores fixaram um azulejo no chão, que o pássaro-cetim não poderia remover. Os pássaros mais inteligentes perceberam isso mais rapidamente e cobriram o azulejo com folhas e gravetos.

Quando os cientistas avaliaram o sucesso dos pássaros junto ao sexo oposto, descobriram que os que se saíram melhor nos testes também tinham maior número de parceiras.

Cérebro sexy
Há várias razões potenciais para a o sucesso dos machos inteligentes, explica Keagy. "Ajuda se pensarmos no cérebro como uma vitrine da qualidade genética de um macho por conta da complexidade do cérebro", disse ele.

Por exemplo, diz Keagy, outros estudos mostram que indivíduos doentes, com muitos parasitas, em geral não se saem bem em testes cognitivos. Esses mesmos machos geralmente têm parasitas por causa de um sistema imunológico deficiente. "Se você for fêmea, esses não são os tipos de genes que você quer encontrar no pai de seus filhos."

"Além disso, se você está falando de fêmeas de uma espécie em que o macho também assume responsabilidade sobre os filhos, os machos mais ''inteligentes'' podem se sair melhor na procura de comida e em cuidar dos filhos e, portanto, ser uma escolha melhor de parceiro", diz ele.

Escolha
"Neste momento, não sabemos com certeza como as fêmeas estão escolhendo parceiros mais ''inteligentes'', mas há duas hipóteses básicas de como isso pode ocorrer", afirma Keagy. "As fêmeas podem ter evoluído para escolher machos que tem inteligência cognitiva superior e observam o comportamento deles durante a corte que indicam o quão ''inteligente'' eles são."

O complexo sistema de cortejar dos pássaros-cetim, que envolve dança, e a construção dos ninhos permite às fêmeas ter uma idéia de seu desempenho cognitivo. Outra possibilidade, sugere Keagy, é que os machos usem seus cérebros para convencer as fêmeas a não deixá-los. Eles podem fazê-lo ao responder efetivamente aos sinais das fêmeas, já conhecidos na espécie.

"O mais provável é que esteja ocorrendo uma espécie de combinação dessas duas coisas", diz Keagy. O cientista espera que o estudo levante a discussão sobre como a seleção sexual pode influenciar a evolução cognitiva.

"Normalmente, quando a evolução do cérebro é discutida, a gente supõe que deve ter sido um tipo de seleção natural, como melhor desempenho em procurar comida ou se integrar em grupos sociais", diz o cientista. "Mas nós não podemos ignorar que, a menos que um macho consiga se reproduzir com uma fêmea, ele não vai passar seus genes adiante. Se o animal carrega algo tão grande e valioso como um cérebro, por que não usá-lo para aumentar suas chances de procriar?"

Zoológico da Inglaterra apresenta filhote de girafa

O filhote nasceu no dia 11 de agosto e já passeia entre os adultos
O filhote nasceu no dia 11 de agosto e já passeia entre os adultos
17 de agosto de 2009
AFP


O zoológico de Chester, no noroeste da Inglaterra, apresentou nesta segunda-feira um filhote de girafa que nasceu no dia 11 de agosto. As informações são da agência AFP.

Os administradores do zoo estão solicitando aos visitantes sugestões para o nome do filhote que, aos seis dias de vida, está medindo aproximadamente 1.67m de altura.

Os machos chegam a 5 m de altura e com suas línguas que alcançam até 40 centímetros são capazes de pegar as folhas de acácias - sua principal fonte de alimentação - nos altos dos galhos.

Os animais são capazes de comer as folhas das árvores até 6 m de altura. Devido ao baixo teor nutritivo das folhas, as girafas precisam comer grandes quantidades e passam quase 20 horas por dia comendo.

ONGs cobram ações para enfrentar mudança climática no Brasil

-24 de junho de 2009-


Organizações não governamentais ambientalistas ligadas a questões climáticas vão apresentar nesta quarta-feira um manifesto cobrando ações imediatas do governo para reduzir as emissões brasileiras de gases de efeito estufa e garantir resultados na negociação global sobre um novo acordo para complementar o Protocolo de Quioto, marcada para dezembro em Copenhague, na Dinamarca.

O grupo, batizado de Observatório do Clima, organiza hoje um debate com representantes do governo, do Congresso Nacional e da sociedade civil para discutir os instrumentos adotados pelo Brasil para enfrentar as mudanças climáticas e o andamento da negociação internacional que deverá ser concluída em Copenhague.

Entre as reivindicações está a implementação de medidas efetivas do Plano Nacional de Mudanças Climáticas, inclusive com a definição de metas de redução para o desmatamento de biomas como o cerrado e a caatinga. A versão atual do plano só prevê metas para a Amazônia.

Na avaliação das ONGs, o plano "ainda está longe e ser um esforço de Estado que coloque o Brasil nos trilhos de um desenvolvimento com baixos níveis de carbono". Além da redução dos índices de desmatamento, o grupo defende outros compromissos, como a prioridade para energias renováveis e a redução drástica de autorizações para termelétricas a óleo e carvão mineral.

Queremos a aprovação da Política Nacional de Mudança do Clima, com status de lei, que possa regulamentar a questão de forma mais consistente, mais duradoura", acrescentou a pesquisadora do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), Brenda Brito. O projeto de lei que cria a política está em tramitação no Congresso.

Em relação às negociações internacionais, as ONGs pedirão que "os negociadores sejam firmes para garantir metas ambiciosas e rígidas de redução de emissões de gases de efeito estufa pelos países desenvolvidos". Além disso, na avaliação do grupo, os negociadores brasileiros deverão concentrar esforços para criar um mecanismo que estimule a redução de emissões por desmatamento e degradação, o chamado Redd.

As negociações já começaram e é possível chegar a um acordo em Copenhague se houver comprometimento. É possível ter um acordo que possa prever metas mais ambiciosas e, principalmente, a criação de um mecanismo para florestas, que beneficiaria muito o Brasil", comentou Brenda

Pescadores capturam peixe gigante de 100 kg em Taiwan

-01 de junho de 2009-











Pescadores em Taiwan levaram um susto ao tirar a rede do mar. Eles tinham acabado de pescar um peixe de 5 m de comprimento, com mais de 100 kg.

Segundo moradores locais, o peixe, conhecido como dragão rei, é um sinal de terremoto, apesar de não haver provas que liguem a aparição do animal com a ocorrência de tremores na região. O peixe não tem escamas ou dentes e habita as profundezas do mar, podendo nadar a mil metros de profundidade.

Em outubro os pescadores trouxeram no barco um outro peixe da mesma espécie, mas um pouco menor, com 3,5 m de comprimento.