twitter
    Seu Portal de Noticias sobre Ciências
Mostrando postagens com marcador tecnologia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador tecnologia. Mostrar todas as postagens

Buzz Aldrin: "Robôs podem criar base em lua de Marte"


Edwin Eugene "Buzz" Aldrin Jr, piloto do módulo lunar Eagle da missão Apolo 11 e segundo homem a pisar na Lua, chegou terça-feira ao Brasil. Há 40 anos, em julho de 1969, Aldrin e Armstrong passaram 21 horas na superfície lunar. Buzz Aldrin, que está de passagem rápida pelo Brasil, conversou nesta terça-feira sobre a "magnífica desolação" da Lua e o futuro das explorações espaciais.
Qual a sensação que o senhor teve ao pisar na Lua? Como era a Terra vista de lá?
Da Lua, a Terra era quatro vezes o tamanho de uma lua cheia vista da Terra. Era uma joia brilhante no céu de veludo. No entanto, estava a uma grande distância, o que nos fazia pensar nos desafios da viagem de volta. Devido à radiação do Sol, nenhuma estrela era visível. Usei a frase "magnífica desolação" para descrever a superfície da Lua assim que voltei para a Terra e acho que resumi bem o que senti naquele momento. Com isso, queria traduzir a magnificência da façanha do ser humano de chegar ao espaço, mas também revelar a Lua como a vimos, um lugar desolado que não havia mudado em centenas de milhares de anos. Passamos duas horas numa escuridão gelada, sem água ou ar. Tudo era muito seco.
Qual a importância de se ter encontrado água na Lua?
Não fiquei surpreso com o fato de terem descoberto água na Lua e não acho que isso seja tão importante quanto se pensa. Há mais de 30 anos suspeitávamos que resquícios de cometas que colidiram com a Lua estariam preservados dentro de crateras escuras do satélite, que não são expostas a raios de sol. Certamente, sabíamos da grande possibilidade de essas crateras geladas conterem a água congelada dos cometas e, de fato, muitas missões já haviam confirmado isso. Acho que a missão recente da Nasa confirmou o que todos já sabiam. De todo o modo, a existência de água na Lua não vai fazer com que haja uma multidão querendo ir para lá. Ninguém quer morar na Lua.
Então, como o senhor vê o projeto da Nasa de estabelecer uma base permanente na Lua a partir de 2020?
Não acho que EUA e Nasa deveriam investir seus recursos levando astronautas norte-americanos de volta à Lua para estabelecerem bases lá. Por termos sido os primeiros a pisar na Lua há 40 anos, temos experiência e liderança e acho que devemos usar isso para ajudar outros países a chegarem até lá. Enquanto isso, os EUA devem investir na robótica. Hoje, com robôs operados remotamente podemos fazer muitas das coisas que astronautas fazem, mas a um custo muito mais baixo. Hoje podemos controlar robôs com um tempo de resposta de apenas um segundo e meio. Acho ainda que devemos reservar nossos recursos para uma missão que vá além da Lua, para outros planetas, ou que permita que aterrissemos em alguns asteróides durante breve excursões. Podemos fazer isso primeiro e eventualmente estabelecer uma base em Fobos, uma das luas de Marte. Acho que poderemos estabelecer bases robóticas em Fobos até 2022 e ocupá-la entre 2025 e 2029. Isso nos permitirá criar uma infraestrutura para astronautas em Fobos a partir de 2031, com a possibilidade de começar a habitá-la em 2035, o que permitiria excursões frequentes a Marte, uma das mais importantes fronteiras a ser explorada agora.
Qual sua expectativa e o objetivo de vir ao Brasil?
Vim a Campos (no Norte do Estado do Rio) conversar com alguns astrônomos sobre as missões Apolo e fazer uma apresentação aos estudantes sobre minha visão para o futuro da exploração espacial. Estou muito contente de poder voltar ao Brasil, mesmo que seja numa viagem curta. Já visitei Rio, São Paulo, Brasília e Manaus, onde cheguei até a pescar no rio Amazonas e dormir num hotel sob palafitas. Naquela mesma viagem, fui até São Luís, onde visitei a plataforma de lançamento de foguetes em Alcântara. Estou muito feliz de estar de volta.
Quando prevê a publicação aqui no Brasil de seu livro de memórias recém-lançado nos EUA, "Magnífica desolação"?
Não tenho previsão ainda, mas gostaria muito de publicá-lo aqui e encorajo aqueles que queiram traduzir meu livro para o português.
As missões atuais são tão arriscadas quanto a missão Apolo? Havia mais romantismo?
Não era tão romântico assim. Antes de conseguirmos um lançamento de sucesso, perdemos de maneira trágica uma equipe de três astronautas devido a um incêndio dentro de um módulo que não conseguiu nem sair no chão. Apesar disso, acho que as missões Apolo foram realizadas com margens de segurança significativas. As naves de hoje são máquinas enormes e é uma grande conquista conseguir levar com sucesso sete pessoas mais uma carga bastante pesada num só módulo. Infelizmente, a Nasa decidiu pela tecnologia de acoplar dois módulos juntos, um para a carga outro para os astronautas, o que acaba sendo muito mais caro.
O que o senhor acha do turismo espacial?
Acho que eleva o interesse público e a busca por informações sobre a exploração espacial. As pessoas que já participaram tiveram o privilégio de experimentar a aceleração de um foguete subindo para o espaço, enquanto se distanciavam da força da gravidade. Isso não tem preço.

Nasa e Microsoft anunciam portal de pesquisas sobre Marte


A Nasa (agência espacial americana) e a Microsoft, gigante do setor de informática, anunciaram nesta terça-feira a criação de um portal sobre Marte, que ajudará os internautas a conhecer e ajudar mais nas pesquisas sobre o Planeta Vermelho.
O site, chamado "Be a Martian" ("Seja um Marciano", em inglês), permitirá que o público participe para melhorar os mapas de Marte e ajudar os cientistas do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL, em inglês).
"Estamos em um momento da história em que todos querem ser exploradores", comentou Doug McCuistion, diretor do programa de exploração de Marte, no escritório da agência espacial americana em Washington.
"Com tantos dados das missões enviadas a Marte e que estão à disposição de todos, explorar o planeta virou uma tarefa conjunta de todos os seres humanos", completou.
McCuistion informou que colaborações são esperadas de todas as partes do mundo. "Isto ajudará no trabalho de um grupo de cientistas especializados", ressaltou.
O JPL deu como exemplo a criação de mapas que permitirão interpretar as mudanças na superfície marciana. "Líderes da indústria, como Nasa e Microsoft, têm uma responsabilidade social, assim como um interesse particular em impulsionar a ciência e a educação tecnológica", afirmou Walid Abu Hadba, vice de desenvolvimento de plataformas da firma.
Além de ajudar nas pesquisas, os internautas poderão participar de salas de bate-papo, sugerindo perguntas e temas de discussão. "Explorar Marte inspira pessoas de todas as idades. Estamos especialmente ansiosos para estimular os jovens a descobrirem mais sobre o planeta", afirmou Charles Elachi, diretor do JPL em Pasadena, no estado da Califórnia.

Cientistas criam novo modelo do universo com supercomputador


O Roadrunner foi produzido nos EUA com a parceria da IBM e da NasaPesquisadores do Laboratório Nacional de Los Alamos (LANL), Estados Unidos, criaram um modelo espacial com uma das maiores simulações da distribuição de matéria no universo, usando o Roadrunner, o supercomputador mais rápido do mundo.
Em nota à imprensa, o cientista Salman Habib, do Laboratório Nuclear e Física de Partículas, Astrofísica e Cosmologia afirmou que o modelo de universo criado pelo Roadrunner fornecerá uma descrição mais completa e mais precisa do universo observável, auxiliando na elaboração de futuros experimentos e na interpretação das pesquisas já em curso.
"Para fazer este tipo de estudo em tempo razoável é imprescindível o uso de uma máquina que funcione em escala 'peta', pelo menos", disse Habib.
O Roadrunner, produzido pelo laboratório em parceria com a IBM e a Nasa, foi o primeiro computador a quebrar a barreira do petaflop (um petaflop equivale a um quatrilhão de operações por segundo). Para se ter uma idéia da grandeza do projeto, a unidade básica do modelo é uma partícula com uma massa de cerca de um bilhão de sóis (uma galáxia possui a massa de cerca de um trilhão de sóis), e, ao todo, possui 64 bilhões ou mais dessas partículas.
O modelo ajudará ainda a entender a dinâmica e a distribuição da "matéria escura" e da "energia escura", responsável por 74% da massa total de energia do universo, de acordo com o modelo padrão da cosmologia.
O novo modelo do universo baseia-se em um algoritmo hierarquizado de rede/partícula que melhor corresponde aos aspectos físicos da simulação oferecidos pela arquitetura híbrida do Roadrunner.
A equipe de pesquisadores escreveu um código totalmente novo que explora de forma agressiva a arquitetura do supercomputador e faz pleno uso dos aceleradores computacionais 8i PowerXCell. Eles também criaram uma análise dedicada e um software de visualização para lidar com a enorme base de dados da simulação.
"Estou confiante de que o banco de dados final criado pelo Roadrunner será um componente essencial para o estudo do universo desconhecido nos próximos anos", aposta Habib.

"Google domina a economia da atenção", diz Sergey Brin


Sergey Brin, sócio fundador do Google, fez uma aparição surpresa nesta quinta-feira, terceiro e último dia da Web 2.0 Summit, em São Francisco, nos Estados Unidos. Falando sobre o crescimento do Twitter e do Facebook, o empresário disse que o Google "domina a economia da atenção".

"Basicamente trata-se de se fazer uma pesquisa e encontrar esses outros websites. A Internet cresceu, mas as pessoas não gastam toda a atenção na caixa de busca", disse Brin, quando questionado por John Batelle, jornalista e fundador da Federated Media Publishing.
O Google fez na quarta-feira um acordo às pressas para incluir os posts do Twitter nos resultados das buscas da sua nova ferramenta Social Search. Parece ter sido uma resposta à parceria com o Twitter anunciada horas antes pela Michosoft, que visa turbinar sua plataforma de pesquisas Bing.
Perguntado se está em negociação para comprar o Twitter, Brin foi enigmático. Antes de responder, fez uma breve pausa para pensar melhor. "Não estou em negociação, mas, quando as empresas se aproximam de nós, consideramos a oportunidade de compra", disse.
Esta é a sexta edição da Web 2.0 Summit, que reúne cerca de 100 empresários e profissionais do mundo da tecnologia. Debater formas de aprimorar o uso de ferramentas e princípios da Web 2.0 para otimizar os negócios é um dos principais objetivos do encontro.

Robô simular sintomas da gripe suína

Um robô projetado para ajudar médicos a diagnosticarem a gripe suína em pacientes foi apresentado nesta quinta-feira, durante uma demonstração, no evento Security & Safety Trade Expo, em Tóquio, no Japão.
A máquina foi desenvolvida pela empresa americana Medical Education Technologies, Inc. (METI), fornecedora líder mundial de simuladores de paciente humano, para auxiliar médicos no tratamento de pacientes e na identificação dos sintomas da doença. Para isso, o boneco é capaz de suar, gemer, reclamar e convulsionar, assim como os humanos infectados pelo vírus H1N1.
Caso o robô não seja tratado adequadamente, os sintomas pioram gradualmente até ele parar de respirar.
Assim como um humano, o robô  pode parar de respirar se não for tratado de forma adequada
Assim como um humano, o robô pode parar
de respirar se não for tratado de forma 
adequada